21 de junho de 2009

Gênio

© David Lees/CORBIS

O gênio é tão universalmente intensificador da vida que o único modo de suportá-lo é excluí-lo totalmente, como fez até não muito tempo atrás a sociedade rígida, como fez a elite no romance de Goethe, uma história eternamente jovem, ao pedir ao seu anfitrião para retirar Werther de uma reunião. O gênio está acima da inveja e do despeito, mas quem não reivindica essa condição tende a ser mais antipatizado e combatido por suas boas qualidades do que pelas más, pelo que atrapalha os outros, e não pelo que estes têm certeza de ser inferior ou mais fraco do que neles próprios.

Bernard Berenson, Esboço para um auto-retrato (Bei, p. 91)

Nenhum comentário: