19 de fevereiro de 2010

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Ouviu alguém dizer que deviam colocá-la de joelhos. Assim o fizeram. Ela ficou desconfortável de joelhos, ainda mais porque não podia aproximá-los, e as mãos presas nas costas faziam com que ficasse um pouco inclinada para frente. Permitiram então que se curvasse um pouco para trás, sentada nos calcanhares, como fazem as religiosas. "Você nunca a amarrou?" "Não, nunca" "Nem chicoteou" "Também não, mas justamente..." Era o amante que respondia. "Justamente", disse a outra voz. "Se você amarrá-la algumas vezes, se você chicoteá-la um pouco, e ela gostar, isso não serve. É preciso passar do momento em que ela sente prazer, para obter as lágrimas."



História de O, de Pauline Réage.

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