17 de setembro de 2013

nota_181

Veja estes dois sites, Longreads e Longform. O Longreads nasceu de um abençoado problema de conexão de Mark Armstrong, atual editor do site. Armstrong começava o dia com uma viagem de metrô. Quarenta minutos sem wi-fi, quarenta minutos sem navegar na Internet. A viagem de metrô mudou completamente quando Armstrong conheceu o Instapaper. Era só pressionar o botão “Read later” do aplicativo e pronto, criava-se um grande estoque de leituras para fazer durante aqueles quarenta minutos. Armstrong, contudo, zerou o caixa rápido. Para solucionar o problema de achar mais leituras, ele criou uma conta no Twitter, @longreads, e por meio de uma hashtag, #longreads, ele pediu aos tuiteiros e instapaperômanos indicações de leituras longas. Daí veio o site, no qual você pode “procurar textos por tópicos, filtrá-los por tempo de leitura”. O internauta que acessa o Longreads é leitor. O site não existe para quem quer ler menos. A maior virtude do site é, digamos, filosófica. Proporciona um ambiente exclusivo para a atenção duradoura, a informação cabal e a narrativa extensa. Um site semelhante é o Longform. O que o diferencia do Longreads é que ele se dedica apenas a não-ficção (embora haja o Longform Fiction) e, além dos atuais, também seleciona textos que já saíram de circulação, textos “velhos”. Outra virtude filosófica em tempos de superficialidade virtual, o resgate.

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